A pergunta parece simples, mas quem já organizou um batizado sabe que a dúvida sempre aparece: afinal, quantos padrinhos são permitidos? A resposta depende do tipo de batizado, religioso ou civil, e das regras da igreja ou da família.

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Quantos padrinhos no batizado religioso
Na maioria das igrejas cristãs, principalmente na Igreja Católica, existe uma regra bem clara: o batizado deve ter um padrinho e/ou uma madrinha. Ou seja, você pode escolher:
- Apenas um padrinho
- Apenas uma madrinha
- Um padrinho e uma madrinha juntos
Esse é o formato tradicional e o mais recomendado. A ideia é simples: a função espiritual é simbólica e não precisa de um batalhão de gente para funcionar.
Pode ter mais de dois padrinhos?
No batizado católico, oficialmente, não. O livro de registros e a cerimônia seguem o padrão de no máximo dois padrinhos. Porém, algumas paróquias permitem a presença de padrinhos “de consideração”, aqueles que participam do momento mas não entram no registro oficial. Isso varia conforme a igreja.
Em batizados de outras denominações cristãs, como evangélicas, regras podem ser mais flexíveis. Algumas aceitam grupos maiores, enquanto outras seguem o formato tradicional. Vale sempre conversar com o pastor ou líder responsável antes de definir tudo.
Requisitos para ser padrinho no batismo católico
Além da quantidade, existe outra parte importante: quem pode ser padrinho. A Igreja Católica costuma exigir:
- Ser maior de 16 anos
- Ter recebido os sacramentos do batismo, comunhão e crisma
- Ter vida compatível com a fé católica
- Não ser pai ou mãe da criança
Em alguns casos, a paróquia libera padrinhos não crismados, mas isso depende totalmente do padre e das normas locais.
E no batizado civil, como fica?
Batizado civil não é tão comum no Brasil, mas existe. Ele funciona mais como celebração simbólica, sem vínculo religioso. Aqui, a quantidade de padrinhos é totalmente livre. A família escolhe quantos quiser, sem burocracia.
Padrinhos civis costumam assumir um papel afetivo, mais ligado à convivência e ao apoio emocional do que à espiritualidade.
Como escolher o número ideal de padrinhos
Mesmo com liberdade em alguns casos, escolher padrinhos não é só questão de “pode ou não pode”. É sobre responsabilidade. Confira as dicas rápidas para não transformar o batizado em um evento confuso:
- Pense em pessoas que estarão presentes ao longo da vida da criança
- Evite escolher por obrigação social
- Priorize quem tem vínculo afetivo real com a família
- Se a igreja permitir padrinhos extras, registre apenas os principais e deixe os demais como presença simbólica
Assim você garante que o momento tenha significado de verdade, sem virar lista de presença.
E quando a família quer vários padrinhos?
Acontece bastante. Algumas pessoas acabam criando o chamado “padrinho de consideração”. Ele participa da cerimônia, aparece nas fotos, acompanha a criança, mas não entra no registro oficial. É uma forma de agradar sem quebrar regras da igreja.
Mas vale lembrar: em termos religiosos, só os padrinhos oficiais contam.
Qual é o papel dos padrinhos?
O papel dos padrinhos vai além de segurar a criança na pia batismal e sorrir nas fotos. Desde os primórdios do cristianismo, eles eram considerados “pais espirituais”, responsáveis por orientar a criança na fé e servir de referência ética e moral.
Em outras épocas, inclusive, eram vistos como possíveis responsáveis legais caso algo acontecesse com os pais, hoje isso não é regra, mas ainda carrega um tom de compromisso.
A escolha costuma envolver pessoas importantes para a família: tios, amigos próximos, irmãos, compadres já existentes. Não existe fórmula pronta; o que pesa mesmo é confiança.